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Dislexia

- Principais  sinais  da  Dislexia

Na leitura:

  • Erros no reconhecimento de palavras, mesmo das mais frequentes;
  • Pouca fluência com inadequações de ritmo e entonação, em relação ao esperado para idade e escolaridade;
  • Compreensão de texto prejudicada dependendo do baixo reconhecimento de palavras.

Na escrita:

  • Erros de ortografia, mesmo nas palavras mais frequentes;
  • Omissões, substituições e inversões de letras e/ou sílabas;
  • Dificuldade na produção textual, com velocidade abaixo do esperado para idade e escolaridade.

- Informações  sobre  o  diagnóstico

O diagnostico multidisciplinar dos transtornos de aprendizagem deve ser realizado por uma equipe composta por profissionais de diversas especialidades. Recomenda-se que a equipe seja constituída por, no mínimo, um psicólogo, um fonoaudiólogo, um psicopedagogo e um médico neurologista. Com essa equipe atuando de forma integrada é possível investigar com mais precisão os diferentes aspectos envolvidos no processo de aprendizagem.

- Considerações  para  o  diagnóstico

  • Presença de antecedentes familiares – com ou sem dificuldades semelhantes;
  • Dificuldade em leitura e escrita desde o início da escolaridade;
  • Visão e audição – normal ou corrigida;
  • Ausência de problemas psíquicos ou neurológicos graves;
  • Capacidade intelectual dentro da normalidade ou que não justifique a dificuldade de aprendizagem apresentada;
  • Também devem ser consideradas informações provenientes da escola, como avaliações, relatórios, entre outros.

- Equipe  multidisciplinar

Para a avaliação diagnostica necessária a participação de uma equipe multidisciplinar, que deve contar com profissionais da área da saúde e da educação: (a) médico (neurologista, pediatra ou psiquiatra) (b) fonoaudiólogo (c) psicólogo (neuropsicólogo, psicopedagogo).

- Comorbidades (presença de mais de um transtorno associado  à Dislexia)

São identificados alguns quadros frequentes de comorbidades com a Dislexia, entre eles o Transtorno Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtornos Psíquicos, bem como outros Transtornos Específicos de Aprendizagem, como a Discalculia, por exemplo.

Aos  Professores

- Estratégias de adaptações pedagógicas

  • Utilizar métodos de ensino multissensoriais com crianças e jovens com dislexia;
  • Oferecer a possibilidade de gravar as aulas expositivas para que haja a opção de ouvir em casa;
  • Evitar a solicitação de leitura em voz alta, em sala de aula;
  • Oferecer a oportunidade de responder às questões oralmente;
  • Disponibilizar tempo adicional para a elaboração de provas escritas (em geral 25% a mais);
  • Valorizar a apropriação do conteúdo, independente da habilidade de leitura e escrita;
  • Explorar estratégias para a melhor compreensão do texto.

Aos  Pais

- Estratégias de apoio

  • Ressaltar os acertos e não enfatizar os erros;
  • Incentivar seu filho a realizar as atividades de que ele gosta e faz bem feito;
  • Não fazer comparações com irmãos, primos e colegas. Cada um tem sua individualidade e potencialidade;
  • Ajudar seu filho a se organizar com a rotina diária, planejando as atividades extracurriculares e a grade de horário escolar;
  • Ler para seu filho, ou com ele, histórias que estejam no seu nível de compreensão;
  • Frequentar livrarias com seu filho, para que ele possa manusear livros e descobrir o prazer que proporcionam;
  • Quando for ao cinema ou ao teatro com seu filho, conversar sobre o que viram juntos. Essa atividade vai estimular a sua memória e o seu vocabulário.

Dislexia Ou  Transtorno  Específico  de  Leitura

Dislexia é um transtorno específico e persistente de origem neurofuncional, caracterizado por um inesperado e substancial baixo desempenho da capacidade de ler e escrever, apesar da adequada instrução formal recebida, da normalidade do nível intelectual e da ausência de déficits sensoriais. O disléxico responde lentamente às intervenções terapêuticas e educacionais específicas, porém, somente com auxílio profissional adequado pode melhorar sua leitura e escrita. O prognóstico depende de diversos fatores facilitadores como a precocidade do diagnóstico, o nível de inteligência, o ambiente familiar e escolar.

Os primeiros sinais de alerta de dislexia, na criança, são similares aos de uma simples dificuldade escolar. Neste caso, uma atenção adicional do professor, na maior parte das vezes, pode resolver o problema, entretanto, em se tratando de um Transtorno de Aprendizagem, como a Dislexia, tais sinais mostram-se persistentes e indicam a necessidade de um apoio especializado.

A Dislexia encontra-se catalogada entre os transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares, no CID 10 – Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão (Dislexia, F. 81); No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição – DSM-5, a dislexia encontra-se como um termo alternativo usado em referencia ao “Transtorno Específico da Aprendizagem” (315.00), com prejuízo na leitura (F81.0) e na expressão escrita (F 81.81).

Fonte: Instituto ABCD

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