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Comunicação no Curso da Vida
Fala, Linguagem e Audição em Adultos Idosos

- Permanecer Conectado à Vida

A comunicação é vital para a existência. Falar, ouvir, entender a fala, ler e escrever conectam-nos com aquilo que para nós é o mais importante: famílias, amigos, emprego (trabalho), recreação. À medida que envelhecemos, podemos perder algumas de nossas habilidades comunicativas e, assim, tornarmo-nos menos envolvidos no que consideramos importante.

Conhecer os fatos sobre distúrbios de fala, linguagem e audição pode prevenir ou reduzir o impacto dessas perdas e ampliar as possibilidades de manter uma vida feliz e saudável.

- Fatos sobre o Envelhecimento e Perda Auditiva

  • 30% de adultos com 65 anos ou mais têm perda auditiva
  • 50% de adultos com 75 anos ou mais têm perda auditiva
  • A presbiacusia é o tipo de perda auditiva mais frequentemente associada ao processo de envelhecimento

Geralmente a presbiacusia:

  • Ocorre em ambas as orelhas
  • É pior para frequências mais agudas
  • Inclui dificuldades para entender a fala, especialmente em ambientes ruidosos
  • Não pode ser revertida por procedimentos clínicos ou cirúrgicos
  • Tende a piorar ao longo do tempo

A perda auditiva pode ocorrer por outras causas não relacionadas com o envelhecimento, tais como:

  • Excessiva  exposição a ruídos intensos
  • Fatores genéticos
  • Acidentes
  • Doenças
  • Fármacos
  • Rolhas de cera no ouvido
  • Infecções no ouvido

Sua vida está mudando por causa de sua perda auditiva, e você pode não ter ainda percebido isso!

Você aumenta o volume da TV. Você pede para as pessoas repetirem o que dizem. Você responde o que não foi perguntado, porque é o que você pensa ter ouvido. Você não ri de uma piada porque perdeu o desfecho. A conversação é particularmente difícil de acompanhar em encontros de negócios, festas ou restaurantes. Os outros parecem estar resmungando (murmurando).

As conversações telefônicas são mais curtas, e você prefere ficar em casa a ir no cinema ou ao teatro.

Embora nem todos sejam afetados da mesma maneira pela perda auditiva, algumas pessoas podem se sentir mal consigo mesmas, tornando-se deprimidas, ou colocar-se em risco porque não ouvem um sinal de alerta, como a buzina de um carro. 

- O que Pode Ser Feito

Se você suspeita que você ou membros de sua família têm perda auditiva, você deveria consultar um audiologista certificado, o profissional de saúde que cuida da audição e pode avaliá-la e recomendar um plano de ações adequado.

Se você tiver um padrão de perda auditiva que pode ser corrigido por tratamentos clínicos ou cirúrgicos, o audiologista encaminhará você para um médico especialista em doenças do ouvido ou poderá sugerir que você entre em contato com seu clínico geral.

Se sua avaliação auditiva indicar que não há possibilidade de tratamento clínico ou cirúrgico, testes audiológicos adicionais podem determinar se uma prótese auditiva trará benefícios.

Em caso positivo, um audiologista especializado analisará o tipo e modelo de prótese auditiva mais benéficos para você.

O audiologista mostrará também como usar e manter a prótese auditiva, por meio de um programa de orientação, para ajudá-lo a se adaptar ao uso da mesma.

O audiologista poderá também realizar a reabilitação audiológica, e essas sessões podem incluir aconselhamento e educação sobre:

  • Compreender a perda auditiva
  • Usar tecnologias assistivas, tais como amplificadores de telefone, dispositivos de alerta e legendados
  • Desenvolver maneiras de melhorar a comunicação
  • Aperfeiçoar habilidades de leitura labial
  • Construir autoestima e confiança

- Dados sobre o Envelhecimento e Distúrbios de Fala e Linguagem*

  • A cada ano, aproximadamente 730.000 pessoas têm um novo ou recorrente Acidente Vascular Encefálico (AVE).
  • Estima-se que, nos EUA, um milhão de indivíduos tenham afasia, a qual geralmente resulta de um AVE
  • Aproximadamente 80.000 indivíduos desenvolvem afasia a cada ano

* Os dados aqui apresentados são dos Estados Unidos. No Brasil, a incidência de doenças vasculares é maior.

- Tipos e Causas de Distúrbios de Fala, Linguagem e Deglutição

Afasia:redução das habilidades de linguagem, geralmente devido a AVE; pessoas com afasia podem não entender o que é dito a elas, podem não usar palavras ou sentenças para expressar seus pensamentos ou ambas as dificuldades. A afasia pode variar de muito grave, quando a compreensão ou expressão são escassas ou nulas, até muito leve, em que o único problema é achar a palavra exata para determinado pensamento ou ideia.

Disartria: distúrbio muscular, ou do sistema nervoso, que torna a fala difícil de ser compreendida pelos interlocutores. A pronúncia dos sons, velocidade e ritmo de fala, e qualidade de voz podem estar alteradas em várias combinações, dependendo do distúrbio específico. AVE, doença de Parkinson, doença de Huntington e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) são algumas das causas de disartria.

Apraxia de fala: dificuldade em planejar movimentos de lábios, língua e boca para a fala, decorrente de AVE ou de outro problema do sistema nervoso. Os músculos não estão paralisados, mas não se movimentam na posição e tempo adequados para a fala. Pessoas com apraxia esforçam-se para mover os lábios e língua em diferentes direções, tentando achar aquela que é adequada para produzir determinado som.

Distúrbios cognitivo-comunicativos: distúrbios de pensamento e linguagem podem afetar-se mutuamente. Alguns exemplos são dificuldade de prestar atenção, lembrar, organizar pensamentos e resolver problemas. Acidentes vasculares e traumas cerebrais podem causar distúrbios cognitivo-comunicativos que podem melhorar. A demência é um exemplo de distúrbio cognitivo-comunicativo que pode necessitar mais de gerenciamento do que tratamento direto.

Laringectomia: remoção parcial ou total da laringe, geralmente devido a câncer. Os indivíduos laringectomizados podem se comunicar por meio de fala esofágica ou de uma laringe artificial.

Disfagia/distúrbio da deglutição: a habilidade de deglutir de uma pessoa pode ser afetada de várias maneiras. Alguns exemplos desse distúrbio incluem: dificuldade para mastigar, mover o alimento da boca para a garganta, engolir com força e fechar a via aérea para não engasgar. AVEs, traumatismos cerebrais ou câncer de boca ou garganta estão entre as causas de distúrbio da deglutição. Quando a comunicação é interrompida por essas condições, é difícil pedir coisas que você quer ou necessita; realizar atividades da vida cotidiana, como trabalhar, falar ao telefone, cumprir compromissos ou fazer pedidos em um restaurante; lembrar e compartilhar seus pensamentos e sentimentos com sua família e amigos. Algumas pessoas perdem a autoestima, tornam-se deprimidas e começam a se afastar das atividades de que anteriormente gostavam.

- O que Pode Ser Feito

Se suspeitar que você ou membros de sua família têm problemas de fala, linguagem ou deglutição, você deveria consultar um fonoaudiólogo certificado, para uma avaliação e orientações apropriadas.

A avaliação de fala e linguagem pode mostrar sua produção de fala, habilidades motoras orais, compreensão auditiva (entendimento), expressão verbal (linguagem falada), leitura, escrita e aspectos cognitivo-comunicativos (efeitos da comunicação em habilidades mentais). A avaliação da deglutição busca a habilidade da pessoa para engolir alimentos e líquidos de modo seguro, sem que penetrem na via aérea. Com base nos resultados dessas avaliações, o fonoaudiólogo pode recomendar terapia para melhoras as habilidades de fala, linguagem e deglutição.

O fonoaudiólogo orientará e instruirá você e sua família com base nos resultados da avaliação, do progresso no tratamento e estimará o potencial impacto de distúrbios de comunicação e deglutição na qualidade de vida.

- Onde obter Ajuda e Aconselhamento

Fonoaudiólogos audiologistas: avaliam e tratam a perda auditiva, zumbido (apito nos ouvidos ou “barulho na cabeça”), distúrbios do equilíbrio e distúrbios relacionados; recomendam e fornecem tratamentos apropriados, incluindo próteses auditivas, reabilitação audiológica e sistemas de tecnologia assistiva.

Fonoaudiólogos de fala, voz e linguagem: avaliam e tratam distúrbios da fala, linguagem, voz e deglutição. Como parte do programa terapêutico, o fonoaudiólogo orienta e aconselha as pessoas sobre estratégias e seu impacto nos distúrbios da comunicação.

- Fonoaudiólogos qualificados têm:

  • Mestrado ou Doutorado
  • Licença para exercício de atividade profissional fornecida pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa)

- Como posso encontrar um Fonoaudiólogo?

Fonoaudiologos trabalham em clinicas publicas ou privadas, hospitais, instituições de longa permanência, centros de reabilitação, consultórios particulares, departamentos de saúde, colégios e universidades, e instituições publicas estaduais e federais. Um fonoaudiólogo também poderá atendê-lo na sua casa através da Ludoga Care.  Para maiores informações entre em contato conosco.

Fonte: Pró Fono

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